sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

“Uma Piccola” História de Família

 

Livro 1 - Parte 1 - Recomeço

 

CAPÍTULO 07 - SIAMO TUTTI QUI

 


Já era noite escura quando partiu o trem levando a família de Matteo na segunda classe e a família de Thomaz na terceira classe, rumo à primeira baldeação; Jundiaí.

 
Estavam cansados e após verificarem que não faltava ninguém e se todas as tralhas estavam “a bordo”, todos logo dormiram. A velocidade constante do trem e o monótono “tchuc-tchuc” da locomotiva a vapor e até mesmo o balanço dos vagões, contribuíam para que, em ambas as famílias, todos mantivessem o sono tranquilo.
 
Agora estavam todos aqui no “Brasile”; Cosentino (de Matteo), Ielpo (de Antonia), meus antecedentes paternos e também os Laitano (de Leonne) e os Cozza (de Filomena), os meus avós maternos. Entre 1893 e 1902, fizeram todos, o mesmo caminho, cruzando o Oceano Atlântico nos dormitórios dos navios a vapor, desde a Itália Meridional até o Sudeste do Brasil. Depois, nos bancos de madeira da segunda e terceira classes, nas bitolas estreitas e nas bitolas largas das “Marias Fumaças”, o trem a vapor viajou do porto de Santos até as terras de Jaboticabal, na região paulista da araraquarense.
 
Enquanto eles dormem vamos aproveitar para contar algumas coisas sobre o lugar para onde estavam indo, seguindo a rota já utilizada por parentes e “paesanos”.   
 
Estavam indo para uma região de vastas fazendas de café e aldeias e vilas que cresciam sem parar. No centro leste do Estado de São Paulo, em terras doadas pelos cafeicultores, nas quais se espalhavam pequenos povoados habitados por pessoas que viviam tranquilas, cercadas por seus animais domésticos, que pastavam bucolicamente livres e soltos.
 
Nem dava para imaginar que, há menos de cem anos, na primeira metade dos anos 1800, antes de começar a ser ocupado por fazendas de café, todo esse o centro leste paulista, era ocupado pelos índios Caingangues, cujo vastíssimo território original sob seu domínio se estendia até a província argentina de Missiones. Muitos deles, inclusive, até ajudaram o exército brasileiro na Guerra do Paraguai.
 
Já no início do Século XIX, entretanto os índios Caingangues lutavam para não serem expulsos de suas terras que paulatinamente eram invadidas por cafezais. Somente nos primeiros anos do Século XX, o então recém-criado Serviço de Proteção ao Índio, iniciou a demarcação do que restava das terras dos indígenas, na tentativa de pacificação e assentamento dos poucos Caingangues que ainda restavam.
 
Mas essa ação governamental, ante o inevitável avanço do cultivo do café, expulsou e liquidou os remanescentes índios da região. E nem impediu que as terras demarcadas de Caingangues e de pequenos proprietários, fossem rapidamente invadidas, dilapidadas, griladas, ocupadas por terceiros, alterando seus marcos divisórios, falsificando documentos e, principalmente formando quadrilhas de capangas e bandidos, que ameaçavam, roubavam, matavam a quem se opunha aos seus “chefes”. Não havia lei e nem ordem, que pudesse deter a violência rural daqueles tempos.  
 
E ignorando a barbárie silenciada, o Governo do Estado ia instituindo por decreto a legislação necessária para dar caráter administrativo aos povoados, vilas e municípios, já existentes desde a primeira metade do século XIX.
 
Assim foi feito na região em que meus parentes iriam viver. Desse modo, no interior da abrangente área de terras pertencentes ao município de Araraquara, onde havia sido fundado um povoado às margens da nascente de um córrego chamado Jaboticabal, foi oficializado um núcleo urbano, adotando o mesmo nome do córrego. Dezenove anos depois, em 1867, esse núcleo foi elevado a Vila, emancipando-se de Araraquara.
 
Nessa mesma época, no interior das terras da Jaboticabal emancipada, oficializou-se o distrito de São Sebastião dos Coqueiros, em uma região coberta por pantanal, cortada por um riozinho remansoso, maior que um riacho, menor que um ribeirão. Em 1892, o distrito de São Sebastião dos Coqueiros é elevado á categoria de Vila, mudando o nome para São Sebastião de Ribeirãozinho, ainda pertencente ao município de Jaboticabal.
 
Nesse ano de 1902, em que chegavam meus últimos parentes a imigrar, a colheita brasileira de café já era tão vasta, que gerava grandes crises de superprodução. Mesmo em Ribeirãozinho os cafezais ocupavam grandes extensões de suas terras férteis superprodutivas.  Por isso, na primeira década desse século, o centro leste Paulista, como de resto todo o Estado, estava totalmente tomado e penetrado pelos trens de várias estradas de ferro. Longe iam, portanto, os tempos em que o café era transportado via “lombo de burro” ou através de carros de bois.
 
- Jundiaííí! Jundiaiii!
 
Era a voz gritada do bilheteiro informando o final da linha. Quem dormia acordava e se preparava para sair do trem com todos os seus pertences. Essa era a primeira baldeação da “Inglesa”, como era chamada a estrada de ferro Santos-Jundiaí, ou melhor, a São Paulo Railway. Os trilhos dessa pioneira chegavam somente até ali.
 
Na parte da manhã desse dia as famílias já haviam viajado de trem por quase três horas e meia subindo os oitenta quilómetros de Santos até o Brás.  À noite acabavam de percorrer mais três horas os quase sessenta quilómetros que separam São Paulo de Jundiaí. Ao descerem estavam todos amarrotados e com cara de sono.
 
Quando ambas as famílias se viram, foram se juntar para conversar e tomar alguma coisa para reanimar. Beppe, Thomaz e Matteo foram buscar as cinco xícaras de café quente para os adultos e as cinco canecas de leite morno para as crianças. Também compraram alguma comidinha para o restante da viagem.
 
Mariana e Antonia mal conseguiram apreciar o café forte que os maridos trouxeram, pois sem se sentar, não tiravam os olhos dos meninos, Biase e Thomazino, que corriam sem parar, brincando pela estação. Domenica, Linda e até mesmo Filomena, as meninas, brincavam bem comportadas com suas bonecas, sentadinhas no banco perto de suas mães.
 
Beppe explicava que agora iriam até Araraquara e que esse trecho da viagem seria muito mais longo que os outros.
 
- Para atravessar os duzentos e trinta quilómetros até lá, o trem vai levar umas oito horas e meia, disse Beppe.
 
Todos suspiraram prevendo o próprio cansaço e o sofrimento das mulheres e crianças.
 
- São mais de quinze horas viajando de trem, calculou Thomaz com tristeza.
 
- E ainda não será o fim, informou Beppe. Lá, sua família Thomaz, continua no trem, mas a nossa Matteo, tem mais outra baldeação.
 
- Então, alertou Matteo, vamos agora mesmo, todos procurar os banheiros! “Sul treno, ci sarà solo pisciare”, concluiu preocupado.
 
Agora seria a Companhia Paulista de Estradas de Ferro que os levaria nessa estafante viagem, com muitas paradas no caminho entre Jundiaí e Araraquara. A Cia Paulista tinha "bitola larga" - uma distância entre os trilhos de um metro e sessenta centímetros – e era conhecida pelo seu alto padrão de qualidade no atendimento ao público. Sua preocupação com a pontualidade era tão grande que as pessoas diziam que acertavam os relógios na chegada dos trens.
 
Então, na hora certa, todos tomaram seus lugares respectivos onde dormiriam até serem acordados pelos diversos gritos do bilheteiro:
 
- Campinas! (,,,) Rio Claro! (,,,) São Carlos! (,,,) Araraquara!!!
 
Ninguém descia do trem nas paradas. Mas além dos gritos do bilheteiro, havia o choro e os pedidos das crianças, as idas ao toalete, os copos d’água, a tirada das comidinhas embrulhadas nos panos... Foi uma viagem cansativa para todos.
 
Finalmente chegados à Araraquara, os Cosentino desceram para tomar outro trem. Já era cerca de meio dia. Como as mulheres e crianças estavam esgotadas, apenas Matteo e Beppe foram se despedir dos Cozza, Eles seguiriam viagem até Jaboticabal com uma única parada em Rincão. Apenas Thomaz desceu para se despedir, o resto da família mal conseguia fica em pé.
 
 - Falta pouco, disse Beppe para consolar o chefe dos Cozza. Agora é só um pouco mais de setenta quilómetros, em menos de três horas.
 
- Umas dezoito horas de viagem, lamentou Thomaz. E depois não sei mais quanto até a fazenda em carro de boi...
 
Despediram-se com abraços apertados e recomendações a todos os outros familiares. O trem partiu e muitos anos se passaram até Cosentino e Cozza voltarem a se encontrar.
 
A expansão cafeeira na região da araraquarense no final do século XIX e a falta de iniciativa do governo e das ferrovias, fizeram os fazendeiros começar a construir uma nova estrada para além de Araraquara. Ante essa iniciativa particular, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, detentora por direito de exclusividade dos traçados ferroviários em toda a região, concedeu a necessária licença para a construção dessa nova estrada, ligando Araraquara a Ribeirãozinho. Apesar de todas as dificuldades financeiras da época e a crise no setor cafeeiro, a Estrada de Ferro Araraquarense conseguiu inaugurar a estação ferroviária de Ribeirãozinho em 7 de dezembro de 1901.
 
- "Pronto, fratelo mio", diz Beppe com alegria, são só mais sessenta e cinco quilómetros, uma breve parada em Matão e em duas horas e meia estamos em casa. Ribeirãozinho!
 
- “Come si dice, Beppe? Ribeiranzigno? Cosa significa”?
 
- Ribeirãozinho, Matteo. É junto e misturado o nome de um pequeno rio, com um pequeno riacho. É um nome que ao mesmo tempo aumenta e diminui, “capiche”?
 
- “Niente”!
 
- “Va benne”... “Ribeirão” è un piccolo fiume e “zinho” è un piccolo ruscello. In poche parole; è un corso d'acqua, non eccezionale né piccolo”.
 
- “Capisco, che strano linguaggio è questo brasiliano"!
 
Esta conversa fez Matteo despertar. Mas, ainda cansado, lutava contra o sono. Para não dormir, pegou um jornal abandonado em um banco do trem, ao alcance de sua mão. Nem bem começou a ler e parou.
 
- “Porca miséria! È scritto in brasiliano. Non capisco nula”!
 
Mostra a notícia ao seu irmão.
 
- “Guarda Beppe, ciò che è scritto qui? Parla di Ribeirãozinho... ma quello che dici”?
 
Giuseppe segurou com ambas as mãos o jornal – na verdade um semanário da região - e, querendo demonstrar que já estava totalmente adaptado à língua do país, começou a ler a manchete com a voz empostada:
 
- “A revolta de Ribeirãozinho para a volta da Monarquia”!
 
- “Parla in italiano Beppe”, nesse “brasiliano” não entendo: Ribeirãozinho tem Rei?
 
- Não Matteo, respondeu Beppe rindo. E continuou lendo e explicando, agora na língua italiana. Já faz três anos que o Brasil virou República e expulsaram para a Europa o Imperador e sua família. Mas muita gente não aceitou isso e queria a volta da Monarquia.
 
- Em todo lugar tem esses cabeças-duras.
 
- Mas, no ano passado, lá na Capital do Estado, começaram a organizar o dia em que iriam expulsar o Presidente e voltar com a Monarquia. Está escrito aqui; era para ser no dia vinte e três de agosto.
 
- No mês passado!
 
- Isso. Então em Ribeirãozinho, uns doze “brasilani” da vila, juntaram outras pessoas importantes e começaram a se reunir para organizar e combinar a revolta.
 
- “È vero Beppe”? E foram em frente?
 
- Às três horas da manhã do dia vinte e três, conforme o combinado, essa gente invadiu a delegacia, prendeu o Delegado colocou outro no lugar. Outros tomaram a Estação Ferroviária e usaram o telégrafo para avisar todo mundo que Ribeirãozinho voltava ao Regime Monárquico.
 
- Mas morreu alguém Beppe?
 
- “Ma che”! Aqui no Brasil quase nunca morre ninguém em revolução... Veio a Independência, o primeiro Imperador foi embora e deixou o filho criança no seu lugar, acabaram com a escravidão e com a monarquia e ninguém morreu.
 
- Mas que belo país! Ninguém mata ninguém...
 
- Não Matteucho. Ninguém morre nas revoltas. Só nas revoltas. No dia a dia, por qualquer besteira, sai tiroteio e morre um monte de gente.
 
- Caramba Beppe, onde fomos nos meter!
 
- Mas também é igual em muitos lugares deste mundo “fratelo mio”.
 
- "Eco", quem é rico não faz revolta pra morrer. Só pobre morre e mata, “non n’è vero”?
 
- Então, como já estava combinado, mais de duzentos homens em armas cercaram todas as entradas e saídas da vila de Ribeirãozinho. E na Estação Ferroviária já estavam embarcando outros duzentos voluntários armados para se juntarem a outros em igual número na vila de Espírito Santo do Pinhal e de lá partiram. Em São Paulo iriam se unir ao Comando Central da Revolta da Capital paulista.
 
- Nossa família participou da revolta?
 
A essa altura da narração Beppe já havia largado o jornal e falava do que viu e soube da Revolta em Ribeirãozinho.
 
- “Solo della festa” Matteo. O dia da revolta virou uma grande festa em Ribeirãozinho.
 
- Depois de prender o Delegado e fechar a cidade, foram “tutti quanti” fazer festa?
 
- Não foi bem assim Matteo a festa foi surgindo no meio do povo que chegava. Ninguém pôde impedir. Todo mundo entendeu que o Presidente, chamado Campos Sales, tinha sido derrubado. Ninguém gostava dele. A festa foi por isso, acho. Ninguém nem sabia quem seria o novo Imperador.
 
- “Infatti Beppe, il popolo è come tutti cornuto; l'ultimo a sapere”.
 
- “Eco”! Afinal os rebeldes tinham de esperar o telegrama com as ordens de Comando Central da Capital para participarem do jantar comemorativo que seria feito na sede do Governo, em homenagem ao novo Imperador coroado.
 
- Rápido assim? “Il Brasile” inteiro tinha virado monarquia “cosi facile”?
 
Beppe havia falado com ironia do jantar comemorativo, mas Matteo pensou que fosse sério. Logo que percebeu a brincadeira do irmão, deu um pequeno soco no braço dele e caíram os dois na rizada.
 
- Mas os Rebeldes tinham mesmo de esperar notícias. Então, no dia seguinte, “aspetaro, aspetaro” e não veio notícia nenhuma sobre a revolta e queda do Presidente da República. Ficaram todos preocupados, mas finalmente chegou um telegrama. Não era nenhuma ordem militar, ao contrário, era uma notícia do Comando Central avisando que o Governo Republicano não tinha aceitado a notícia da Revolta e havia preparado uma ação de contenção.
 
Beppe pegou de volta o jornal e leu:
 
- No comunicado, estava escrito: “Não venham mais. Revolta fracassou. Segue trem especial levando de volta quatrocentas praças para seus locais de origem”.
 
- Devolveram toda a tropa, Beppe?
 
- “È vero” Matteo, os de Ribeirãozinho e os de Pinhal. Está escrito também que somente Ribeirãozinho e essa Pinhal participaram da Revolta. Ninguém mais.
 
- E essa “ação de contenção” Beppe? Teve represália? Todos foram presos?
 
- “Ma che Matteo”. A restauração da Monarquia durou só um dia e ninguém morreu... “Deixaram pra lá”, como dizem por aqui, “capice”?
 
- Mas se tivesse sido na nossa Lauria, lá na Itália, garanto que iam por uma coroa na bandeira da cidade. “Non ci credi”?  
 
Deixaram o jornal de lado. Estavam cansados do longo trajeto que finalmente, num derradeiro esforço, percorria o último trecho dessa inacabável viagem de trem. Tentaram dormir um pouco e conseguiram.
 
Completadas as quase dezoito horas de viagem, chegaram à estação de Ribeirãozinho. Eram cinco horas e meia da tarde. Toda a família que lá residia, estava lá.
 
Ao descerem do trem foram envolvidos por uma pequena multidão barulhenta que os abraçava, beijava, ria e chorava. Antonia assustada com tantos abraços e beijos segurava Biase e Domenica, as crianças que todos pareciam querer beliscar. Matteo, comovido, sentiu suas pernas bambearem e quase cai. Todos gritavam boas vindas “grazia Dio”. Era tal o alvoroço, que até o maquinista saiu da locomotiva a vapor para ver o que estava acontecendo.
 
Aos poucos Matteo ia reconhecendo cada pessoa das famílias de seus irmãos: Nicola e a mulher Josefina Alagia; Thereza e Domenico Albanese, seu marido barulhento; Maria Marinelli, que recebia de volta o esposo Giuseppe, o Beppe que tinha ido buscar Matteo em São Paulo. Inacreditavelmente os mais quietos eram as sete crianças que, apresentadas uma a uma, eram obrigadas a pedir a benção dos tios recém-chegados.  Os que haviam nascido na Itália ouviam os “mama mia” de surpresa por estarem tão grandes. Os “Dio mio” os beijos molhados de emoção eram reservados aos que nasceram “brasilianinos”.
 
Quando começou a sessão de perguntas, Nicola deu a ordem para parar:
 
- “Basta, basta! Loro sono tutti molto stanco! Andiamo a casa nostra. Lasciali mangiare una bella zuppa e andare a letto a riposare... Domani parleremo di tutto, cáspite”!
 
Beppe estranhou, mais que a atitude incomum do pacato irmão Nicola, o fato de falar italiano, sem misturar palavras de português, como já se tornara hábito nas famílias oriundas. Mas deu razão a ele e foram todos para casa em silêncio. Ou melhor; todos os adultos caminhavam quietos. As crianças, aliviadas dos efusivos cumprimentos, corriam barulhentas ao redor da grande família. A pequena Domenica de tão cansada apenas sorria vendo a farra dos primos. Mas o menino Biase, não se sabe de onde tirava forças e brincava com a mesma disposição junto aos descansados primos e primas.
 
- “Mani in l’alti”! Gritava, apontando o dedo para os outros que corriam como se estivesse com uma arma carregada na mão.
 
Pronto, minhas raízes estavam todas aqui em São Paulo na vasta extensão municipal das cinco vilas de Jaboticabal. E naquele ano de 1902, em todos os lugares do litoral, da Capital e do interior desse Estado, já eram tantos os italianos, que todos podiam se sentir em casa. Eram em número tão grande que mudaram os hábitos, a cultura e até o modo de falar paulista.
 
Muitas décadas depois, em 1950, eram tantos os “oriundi” em cidades como a antiga Ribeirãozinho, onde eu ainda morava com minha família, que aos oito anos de idade, pensava que todo mundo era descendente de italianos como eu. Somente quando mudamos para a Capital, que percebi que não era “tutti quanti... Eco”!
 
Mateus Cosentino
Sampa – 13.07.2017
 
Licença Criativa - Esta obra está licenciada para Mateus Cosentino. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
  

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